Entre a Itália e os Alpes Suiços, Lago di Como, um cinematográfico paraíso de origem glacial

Cenário de franquias de sucesso no cinema, de origem glacial e inspiração para famoso hotel, terceiro maior lago da Itália fica na divisa com a Suiça e reserva diversas atrações e belezas para turistas de todo o mundo

Agora com tempo de explorar com calma cada cantinho da Itália de norte a sul e todas suas fronteiras, vamos falar sobre o Lago di Como!

Para aqueles que estão em Milão, vale a pena principalmente se estiver no período de Primavera / Verão europeu. Aproveite que está somente 50 quilômetros das cidadezinhas do norte italiano para conhecer igrejas, castelos medievais e palácios que cercam o terceiro maior lago do país: Como.

Interessante saber que ele foi formado pela geleiras derretidas, formando esse cristalino lago glacial. Eu fui de carro, mas tem quem faça a viagem de trem. O trajeto dura mais ou menos uma hora saindo de Milão.

Uma das cidades mais visitada na região do lago é Bellagio, nome esse que deu origem ao famoso Hotel Bellagio em Las Vegas, construído inspirado no paisagismo e arquitetura dos resorts do município italiano.

De lá sai uma balsa a cada 30 minutos que atravessa até o outro lado, na cidade de Varenna. De lá, se estiver de carro, vá explorando sem medo… Dirija e pare, dirija e pare! Absolutamente tudo é charmoso e histórico.

PASSEIOS.

Tem coisas que só pela água conseguimos ver, geralmente mansões de artistas, como as de George Clooney, Gianni Versace, e até mesmo Madonna. É uma região tranquila e romântica, e também já foi cenário de muitos filmes: em Star Wars por exemplo, a cena do casamento de Anakin e Padmé Amidala em ‘Ataque dos Clones’, e também cenas de James Bond em ‘Cassino Royale’, da franquia 007.

Esses você também consegue ver pela água na Villa del Balbaniello.Para os amantes náuticos e para quem souber dirigir barco, você também pode alugar lanchas.

Elas ficam por toda parte nas calçadas de Varenna, e o aluguel custa em média 65 Euros. Algumas são para quatro ou cinco pessoas, mas o romantismo do lugar pede também um passeio de casal!

Não é preciso carta de motorista de barco caso sejam as pequenas. Com um rápido tutorial do guia e uma explicação no mapa de onde estão os pontos mais visitados, você vai seguindo até o Lago Maggiore.

Duas horas de passeio creio que são suficientes, gostoso é ancorar e fazer um lanche apreciando a vista e as imensas montanhas avistadas já nos alpes suíços. Apesar do calor em maio, quando fui, ainda se via neves no topo dessas montanhas.

Falando em Suiça, por que não, já que estamos tão pertinho, dar um pulo lá?

De volta em terra firme, de carro, segui até a primeira cidade fronteira com a Itália: Lugano, a 72 quilômetros vindo de Milão. Vale a pena sentir aos poucos suave a mudança de cenário e cultura. Mas essa, deixa para um próximo capitulo do nosso Viagem!.

 

Política? Beleza arquitetônica é principal destaque pelas ruas de Brasília

O outro lado do mundo político e dos escândalos da televisão: capital federal é recheada de belezas e prato cheio para quem gosta de arquitetura; planejada, cidade conta com obras-primas de Oscar Niemeyer

Sempre tive curiosidade de conhecer Brasília, pois, política a parte, sempre escutei falar muito bem de sua beleza arquitetônica. Como só tive um final de semana para conhecer a capital federal, já mergulhei de cara no eixo monumental!

Essa avenida, de 16 quilômetros, é conhecida como ‘O Corpo do Avião’. Como a maioria sabe, Brasília foi projetada pelo urbanista Lúcio Costa, que desenhou-a assim imaginando que facilitaria a organização das duas, avenidas e quadras, que são nomeadas com siglas e números! Confude um pouco, e o jeito é confiar nos motoristas dos Ubers!

Nessa avenida, nesse eixo, você já consegue ver algumas obras de Oscar Niemeyer, como a Catedral Metropolitana — que aconselho vê-la de dia, pois o mais bonito é o interior, quando o sol bate –, o Museu da República, o Congresso Nacional e o Palácio do Governo.

Fui pingando de Uber em Uber em cada um desses monumentos, finalizando passando pela ponte Juscelino Kubitscheck, que, para alguns críticos à arquitetura, ficou um pouco ‘fora do padrão’. Ela é projetada por Alexandre Chan.

Já que estava lá, não poderia deixar de conhecer por dentro o Palácio do Planalto. A visita é gratuita.

Uma guia, relações públicas, faz as pessoas completamente leigas em legislação e política entenderem e achar interessante. A visita passa pelas cúpulas, pela sala do presidente da Câmara, e, enquanto rodamos, somos orientados sobre o que e como acontecem as reuniões, como foi projetado o prédio e mais… Achei curioso, pois antes só via pela TV!

VIAGEM.

Como minha ida foi para aplaudir as obras de Niemeyer, optei por um hotel que ele mesmo projetou, ao redor do lago Paranoá.

É, porém, um pouco mais afastado do centro. Os lugares mais procurados são os dois setores hoteleiros do setor sul e norte.

Achei fácil de se locomover por lá. Pelo menos no final de semana, não vi trânsito caótico, e parece que a cidade está no modo ‘mute’! É silenciosa!

Acho que o barulho é só dentro do Congresso e do Planalto. Tirando a fama que Brasília tem, achei uma cidade digna de se morar. Adorei!.

 

Morro de São Paulo, arquipélogo paradisíaco no coração da Bahia

Paraíso baiano concentra águas claras e cristalinas por todo um arquipélago cheio de história, cultura, culinária e muita beleza; do agito ao reservado, praias paradisíacas são o destaque do cartão-postal perto de Salvador

Eu me sentia um peixe fora d’água meus amigos se espantavam por eu não conhecer o Morro de São Paulo. De fato! Um paraíso logo ali, e eu nunca tinha ido!

Mas como em toda viagem, fui sem expectativas, pois gosto de passar primeiro pela experiência e depois concluir para deixar a experiência relatada aqui.

Como é uma ilha, existe, claro, uma logística de transporte para pisar nesses paraíso. Por exemplo: como chegar?

Para mim, que estava vindo da Chapada Diamantina, era mais perto pegar o barco pelo Atracadouro de Valença. Porém quem chegar de outros estados acaba aterrissando em Salvador e de lá pegam o Catamarã ou a lancha rápida pelo Atracadouro de Salvador!

Só fiquem de olho nos horários de partida! Se seu voo chegar a noite, recomendo já deixar sua lancha agendada com algum ‘capitão’. Foi o que fiz! Planejar em algumas viagens é essencial para não passar aperto.

Fiquei hospedada em uma praia vizinha a Morro, Gamboa. E, se eu contar, vocês não acreditam: me hospedei numa pousada italiana, com toda as delícias da culinária mas com o charme e a decoração tropical da Bahia!

Chama-se Sitio Oasis, são bangalôs em meio a natureza, um pouco mais afastado do agito de morro. A pousada oferece serviço completo de hospedagem, guia e transporte de lancha o que nos facilitou muito!

TURISMO.

Como deixar o paraíso ainda mais interessante? O lindo dessa região é explorar por mar, todas as piscinas naturais e restaurantes de pescadores locais em outras ilhas desse arquipélago! Só que algumas só chegando de barco ou lancha.

Feche um passeio, que te leva até Boipeba, abraçando algumas praias e entre elas as piscinas naturais de Moreré! Mas tem que ir cedo, pois depois a maré sobre e a cena muda completamente!

São águas clarinhas, calmas e rasas. Você se sente em um cenário de filme, com praias desertas, e a culinária… Uma das melhores moquecas que já comi na vida! Não deixe a Bahia sem antes de conhecer Boipeba!

Em Cairu há um Mosteiro, uma igreja de Santo Antônio, que faz você viajar a Portugal. Em perfeito estado de conservação por conta de reformas, essa catedral construída em 1654 tem no seu interior azulejos vindos de Coimbra.

Sobre Morro em si, são chamadas de primeira a quinta praia (também conhecida como praia do encanto).

Quanto mais pra frente, mais deserta e tranquila. Aí vai do gosto de cada um, quem busca restaurantes badalados, música e lojas, por exemplo, se concentra na primeira e na segunda. Basta encontrar seu paraíso favorito!.

 

Um guia de viagem pelas lindas belezas da Chapada Diamantina

Paraíso baiano é um dos principais pontos turísticos do Brasil; faça o planejamento e se prepare para conhecer as atrações

Como organizar uma viagem a Chapada da Bahia? Por onde começar? Onde se hospedar? Como chegar? Eis as questões!

É para isso que eu fui, para poder, agora sim, relatar minha experiência e literalmente passar todo o ‘caminho das pedras’ pra vocês!

Essa é uma viagem que precisa planejamento, pois o Parque Nacional da Chapada Diamantina é imenso e impossível de conhecer todas suas atrações em uma só visita!

Primeiro de tudo, entrar em contato com um guia local que conheça tudo e todos e partir dele seguir suas indicações de transporte, hotéis e o que iria fazer em cada dia para não perder tempo!

Depois: como chegar até a cidade de Lençóis, minha base! Entrei em contato com a AGG Turismo, uma indicação essencial para o sucesso da minha viagem, pois sem carro e um motorista experiente para dirigir nessa estrada ia ser difícil!

Meu desembarque foi em Salvador, e de lá para Lençóis são seis horas de viagem com poucos lugares bons para parar na estrada. É importantíssimo você ter alguém de confiança para te guiar por lá!

Em um acordo prévio, o mesmo motorista que te busca no aeroporto, te leva até Lençóis será o mesmo que junto ao seu Guia, planejaram o roteiro que te levará pra lá e pra cá entre Lençóis, Capão e todas as atrações da Chapada.

O tanto de quilometragem rodada é o que vai determinar o valor que a Agg Turismo vai cobrar, já incluindo o carro, o transporte e o motorista, por todos os dias te guiando. Pois depois, não se esqueça, vai precisar voltar para Salvador!

Tudo é muito longe e afastado… Imagina que são 152 hectares de terra para explorar. O motorista nos pega no hotel e nos guia até a entrada das trilhas, e, depois, é com você e seu guia! Estava com um grupo de seis pessoas, que incluia um casal de idosos, então meu roteiro foi adaptado para que todos aguentassem as trilhas até os poços e cachoeiras.

Mas como disse meu próprio guia, Lincoln Santos, tem idosos e idosos! Os que sempre praticam caminhadas e se alimentam bem, aguentam, por exemplo, a subida do Morro do Pai Inácio, que é tranquila! Segurando na mão, devagar sem pressa, chegamos! Mas a Cachoeira da Fumaça, a segunda maior do Brasil, não fizemos!

Onde se hospedar… A pergunta que não quer calar: Lençóis ou Capão? Eu escolhi passar todos os dias hospedada num lugar só, apesar das atrações do Parque Nacional se dividirem entre outros municípios!

Queria evitar a locomoção de hotéis, check-ins e check-outs, e foi por isso que preferi o motorista que nos pegava e nos deixava de volta no hotel todos os dias. Foi sucesso!a Voltavamos dormindo, mortos!

Pra hotel, fui pela localização sempre! O Hotel Terra dos Diamantes foi construído quase que dentro de um dos maiores pontos de visita da Chapada Diamantina, o Salão de Areias Coloridas, e a região de Serrano, onde se fazia o garimpo dos diamantes, você pode ir a pé rapidinho e ainda tomar banho na cachoeira!

Enfim, tudo que planejei saiu ‘como planejado’ e fica aqui minhas dicas para se organizarem! E se eu tiver de eleger o que mais gostei, já tenho na ponta da língua: O Poço Encantado! Demorou pra chegar, mas valeu a pena. Se não for a principal, é uma das coisas mais lindas que já vi na vida!.