Os lindos Lençóis Maranhenses: viagem árdua, mas gratificante

A época de chuva deles é entre março e abril, então o sempre legal é ir logo depois, quando as lagoa estão bem cheias; uma atração a parte de se ver é o voo dos guarás, que acontece na hora do por do sol

Primeiro: considere que os Lençóis Maranhenses não são uma cidade, são um parque nacional de 155 mil hectares e que abraça três Municípios e povoados!

E aí então que começa a duvida de como planejar, como chegar e onde se hospedar nessa viagem que é árdua, porém gratificante!

As cidades são Barreirinhas, Atins e Santo Amaro, mas qual é a melhor?

A primeira parada em sua maioria é em Barreirinhas, a maior das três, mas que não é muito bonita. De lá que saem as voadeiras, lanchas que cabem até 15 pessoas e pelo Rio Preguiças te leva até os povoados e a cidade de Atins.

Não há nada que você vá ver nos Lençóis em Barreirinhas que você não vá ver nas outras. Por isso, meu conselho: vá direto para Atins.

A lancha custa em média R$ 90 e te dá direito a três paradas bem turísticas, mas vale a pena pra conhecer como vivem os povoados de lá. Existe Vassouras, onde a atração são os macacos-prego que te recebem roubando sua comida, risos, além de algumas Dunas e Lagoa.

Também Farol de Mandacaru, um povoado simples e pobre, mas lindo de se ver de cima do farol, que até hoje serve de referencia para os pescadores locais. É impressionante como a pobreza e a beleza natural se misturam, nos deixando admirados e perplexos.

E, por ultimo, Caburê, a parada que mais gostei. Uma faixa de areia divide o rio Preguiças e o mar, sendo uma paisagem para não tirar mais da memória. Uma praia imensa e vazia! Lá você vai ver de pertinho os geradores de energia eólica, Maranhão!

Depois você chega em Atins, um vilarejo com 1.500 habitantes e pouquíssimas pousadas. A 20 minutos estão eles, a atração principal de toda essa viagem, os grandes lençóis — e as lagoas mais bonitas, entre elas a de cor azul bem clarinha, a Lagoa do Paraíso. Ah, e também um pôr do sol que é dos mais bonito do mundo, lá de cima nas Lagoa das Sete Mulheres.

QUANDO IR?.

A época de chuva deles é entre março e abril, então o sempre legal é ir logo depois, quando as lagoa estão bem cheias.

Uma atração a parte de se ver é o voo dos guarás. Todos os dias, na hora do por do sol, esses pássaros de cor vermelha voltam para a casa para dormir, e é aí que entra o espetáculo, fazendo a alegria dos fotógrafos.

É uma viagem linda, porem é preciso planejamento ok? Qualquer duvida, só me perguntar. Boa Viagem!.

 

Um paraíso de areia e o turismo em Jericoacoara nos dias de hoje

Saiba como desviar dos destinos comerciais e se surpreender com praias sob cuidado do ‘turismo comunitário’ que cuida de algumas praias ainda desertas no Ceará; conheça as principais dicas para explorar o Nordeste

Jericoacoara é um destino que esta cada mais popular entre brasileiros, americanos, europeus e argentinos. Infelizmente não conheci esse vilarejo de pescadores há 15 anos, onde quase não havia pousadas e o turismo por lá era somente mesmo para os amantes de KiteSurf.

Realmente, a vila, as praias e lagoas de Jijoca e dos municípios vizinhos são de tirar o folego. Se acontece com nós, brasileiros, imagine dos estrangeiros que não tem tanto contato com essa areia fofa e o nosso Oceano Atlântico tão belo.

Como sempre, viajo e passo pela experiência para depois, relatar e dar dicas para vocês, meus leitores. Só que dessa vez, vou mais aconselhar do que indicar!

As agências vendem pacotes casados de passeio, como hora pra sair, voltar e o tempo de parada em cada lugar, para fotos. Paralelo a isso, parada para restaurantes que por você não conhecer acaba indo no que foi te imposto.

Para quem esta acostumada a traçar o próprio destino e escolher onde ir, me senti uma marionete nas mãos deles. Mas só após conversar com moradores locais e me informar, acabei percebendo que estava fazendo parte desse mecanismo e cai fora.

Em Jeri, por conta das trilhas entre dunas e oásis, condição do vento e pouca sinalização, você precisa andar sempre acompanhado de um guia, pois o sinal da internet é fraco, dificultando o uso de GPS.

Mas anotem aí: não necessariamente porque você esta com um guia que precisa seguir o roteiro comercial da agência dele. Alugue, sim, o serviço de passeio no buggy ou quadriciclo, mas descubra praias paradisíacas, mais afastadas e sem muvuca.

DICAS.

Tem a praia de Almofala e, na cidade anterior, mais duas praias desertas: Moitas e Caetanos de Cima. São praias de turismo comunitário, bem cuidadas com grandes hotéis.

Na própria Lagoa do Paraíso, você vai ser instruído a ir no beach club mais famoso por lá, vai achar que não tem outra opção: vai acabar pagando para entrar, pagar pra sentar e nem se fale no valor no almoço… Mas a Lagoa é pública e a entrada gratuita, somente este Beach club é pago, ok?

Tirando isso, a Vila é um charme! Principalmente a noite, Jeri se transforma. Todos os restaurantes das poucas ruas que se põem em paralelo acendem suas velas e lâmpadas, e ,ao som de muita musica brasileira, você vai caminhando entre becos e ruas de areias, escolhendo onde jantar.

As ruas são seguras e o trânsito de carro é proibido depois das 17h. Cinco ou seis noites acredito ser um Tempo Legal para conhecer toda a vila e seus arredores.

Além dos buggies e quadri, há passeios a cavalo, aula de Surf e Kitesurf, transferência para aeroportos e Fortaleza… São todos orçamentos que devem ser adicionados em sua viagem além de hospedagem e passagem aérea.

Se programe com antecedência, principalmente na alta temporada!