Aqui em Napoli: entenda o Personal Travel Concierge

O território da Itália, apesar de ser pequeno comparado com o Brasil e até outros países da Europa, tem uma larga diferença de cultura, dialetos e gastronomia espalhados de norte a sul do Pais.

Vim escrever pra vocês um pouquinho da historia, dos sabores, da vida e do turismo aqui em Napoli (em Italiano, e Nápoles em português).

O “Aqui em Napoli” é uma marca (o @aquiemnapoli), e um perfil no Instagram criado para brasileiros que por alguma razão são apaixonados pela Itália. Brasileiros com descendência italiana, brasileiros que moram na Europa, brasileiros que estão tirando sua cidadania e precisam passar algumas meses por aqui, brasileiros que querem aprender a língua e a cultura, brasileiros que gostam da gastronomia, brasileiros que virão passar férias, etc.

Então o @aquiemnapoli oferece um leque de opções de passeios e lugares onde ir e se hospedar aqui no sul da Itália, mais especificamente a região de Campania, que abraça muitas cidades conhecidas pelo turismo, história e a gastronomia que só uma região vulcânica oferece!

Muitos já conhecem, mas muitos não sabem quais são essas cidades que estão na região. É preciso aterrissar em Napoli primeiro, para depois explorar a Costa Amalfitana, Sorrento, Positano, Pompei etc… Seja por terra, céu ou mar!

Napoli é uma cidade de porto, de praia própria de frente aa famosa Ilha de Capri, mas também com as ilhas de Ischia e Procida. Ricas em castelos e muita historia, mas poucos se estendem até lá por conhecerem somente a famosa Capri. Aqui em Napoli chegam cruzeiros o ano todo com turistas do mundo inteiro, é uma das cidades mais turísticas da Europa.

Nea-polis (Nova Cidade). Assim era chamada originalmente no período grego a cidade de Nápoles, construída toda em camadas! Em cima de ruínas dos períodos gregos e império romano, passando pelo período medieval, renascentista, etc… Um dos principais atrativos da cidade é um tour subterrâneo para explorar toda a arquitetura.

Fora a parte encontrada aqui em Napoli, o turista que passa por aqui quer logo seguir para Pompei e Herculano, cidades eternas que foram destruídas pela erupção do Vulcão Vesúvio em 79d.C.

O que o perfil @aquiemnapoli oferece é um cardápio de coisas para fazer, para que o turista conheça, além dos passeios mais turísticos e famosos, atrações alternativas tão incríveis tanto — mas aqui mesmo na cidade de Napoli.

Passeios que, em sua maioria, são em meio a natureza, área aberta, no mar, nas praias, pela região vulcânica, em bicicleta ou kayak pelo mar mediterrâneo, pelo Golfo, conhecendo Napoli por um outro ponto de vista.

E essa programação, tirando o mês de Janeiro que é o único período (na minha opinião) frio e chuvoso, de resto Napoli oferece um clima onde as atividades ao ar livre são sempre bem vindas. Afinal, é conhecida como a “ Cittá del Sole”. 

Ah, o @aquiemnapoli mostra as melhores pizzarias da cidade e porta o turista para passar pela experiência de comer pela primeira vez a verdadeira pizza napolitana, a única, que foi eleita patrimônio da Unesco!!!

Acabou que o @aquiemnapoli virou um cardápio também para o italiano que mora ao norte e europeus de outras nacionalidade,  pois, como disse acima, a Itália apesar de pequena, é muito diferente entre o Norte e o Sul.

E para o turista brasileiro que vem sozinho, não fala a língua italiana ou o inglês e precisa de um direcionamento, um acompanhamento e um roteiro turístico, o @aquiemnapoli faz o serviço de um Travel Concierge! Ou seja, te acompanha na sua estadia por aqui, organiza seus dias, traduz o que for preciso nos passeios, faz as fotos, exerce um trabalho de um secretário particular do turista ou até mesmo da família toda, que vem passar férias, garantindo o sucesso da viagem. Principalmente para os que ficam poucos dias e querem explorar o máximo.

O Travel Concierge serve para poupar o tempo do turista e ajuda-lo a não cair em “roubada”, o que acontece muitas vezes. Por exemplo, se hospedar em locais distantes e perigosos, pagar mais caro nos ingressos, táxis, passeios de barco… E muitas vezes isso acontece por planejarem a viagem sozinhos não conhecendo o lugar como um local ou uma pessoa que mora há mais tempo. O Travel Concierge começa a trabalhar para o turista antes mesmo dele chegar, deixando tudo preparado para sua passagem, fazendo com que ele aproveite cada segundo. E aí sim, quando ele chegar, o recepciono e começamos nossa “giornata” por terra, céu e mar de acordo com o gosto e preferencia do turista, pois @aquiemnapoli tem programação para todos: desde o mochileiro, até casais em lua de mel e também famílias com bebê e/ou criança pequena!

Para ser um Travel Concierge é preciso ser apaixonado por historia, arte e natureza, amar pessoas e se sentir feliz em entretê-las.  A viagem deve ser leve e divertida, e ao final, somar! E só assim se tornará uma experiência inesquecível!

Mont Blanc, a montanha mais alta da Europa

A própria travessia já é uma atração na sua viagem. O túnel tem uma rádio especial que é introduzida no seu som do carro, interrompendo qualquer programação que esteja ouvindo, para lhe informar regras do túnel

Mont Blanc en Dome du Gouter

Conhecido tanto pelo idioma francês quanto pelo italiano, depende somente de por onde se vem, o túnel que liga os alpes de França e Itália, se prepara para receber a temporada de inverno europeu 2019. E todas as atenções são para Mont Blanc (ou Monte Bianco, de acordo com o idioma a sua escolha)!

Por lá, uma das estações de ski mais visitadas do mundo. Só isso! Vamos falar da charmosa cidade Chamonix que hospeda turistas de todo o planeta.

Começando: não estereotipe os alpes como um lugar só para prática de ski ou snowboarding, pois, no verão europeu, entre os meses de julho e agosto, Chamonix também oferece uma ampla programação em esportes ao ar livre, como alpinismo, paraquedismo e trilhas na montanhas, com roteiros especiais para todas as idades.

Geralmente as pessoas chegam a Chamonix ou porque já estão na França em viagem, ou também por Itália ou Suíça… No meu caso, saí de Milão e após não mais que 2 horas de viagem de carro, passei pelo famoso construído embaixo da montanha para ‘ligar’ os dois países. É impressionante perceber como, em uma passagem de apenas 12 km, duas culturas, línguas e hábitos mudam completamente.

A própria travessia já é uma atração na sua viagem. O túnel tem uma rádio especial que é introduzida no seu som do carro, interrompendo qualquer programação que esteja ouvindo, para lhe informar as regras do túnel, como distância entre carros, velocidade, etc… É notável a mudança de disciplina e organização. Mas, claro que essa travessia especial é paga — e não é barata!

Chegando a Chamonix, antes de se atentar a sentar e tomar um drink nos vários charmoso chalés e também cafés típicos de cidade de montanha, aconselho a se dirigir direto a bilheteria dos teleféricos e literalmente subir na vida. As atrações mais legais estão lá em cima, como restaurantes panorâmicos e parques para fazer um piquenique — claro, no verão!

DESTAQUE.

Mas claro que há uma atração especial. A dica é: visita ao Aiguille du Midi de Chamonix. Ele fica localizado no topo do Mont Blanc a uma altura de 3.842 metros.

Para chegar, se pega o teleférico e depois um elevador para ter uma visão panorâmica de todos os alpes, em uma janela inteira de vidro fazendo jus a frase ‘se sentir nas alturas’.

Vale a pena, com certeza. E aqui vai outra dica, mesmo que vá no Verão, que em Solo estará com uma temperatura perto de 30 graus, não se esqueça que você subirá mais de 3.000 metros de altura. Leve blusa, pois Mont Blanc sempre estará com neve, durante os 365 dias do Ano!.

 

Os lindos Lençóis Maranhenses: viagem árdua, mas gratificante

A época de chuva deles é entre março e abril, então o sempre legal é ir logo depois, quando as lagoa estão bem cheias; uma atração a parte de se ver é o voo dos guarás, que acontece na hora do por do sol

Primeiro: considere que os Lençóis Maranhenses não são uma cidade, são um parque nacional de 155 mil hectares e que abraça três Municípios e povoados!

E aí então que começa a duvida de como planejar, como chegar e onde se hospedar nessa viagem que é árdua, porém gratificante!

As cidades são Barreirinhas, Atins e Santo Amaro, mas qual é a melhor?

A primeira parada em sua maioria é em Barreirinhas, a maior das três, mas que não é muito bonita. De lá que saem as voadeiras, lanchas que cabem até 15 pessoas e pelo Rio Preguiças te leva até os povoados e a cidade de Atins.

Não há nada que você vá ver nos Lençóis em Barreirinhas que você não vá ver nas outras. Por isso, meu conselho: vá direto para Atins.

A lancha custa em média R$ 90 e te dá direito a três paradas bem turísticas, mas vale a pena pra conhecer como vivem os povoados de lá. Existe Vassouras, onde a atração são os macacos-prego que te recebem roubando sua comida, risos, além de algumas Dunas e Lagoa.

Também Farol de Mandacaru, um povoado simples e pobre, mas lindo de se ver de cima do farol, que até hoje serve de referencia para os pescadores locais. É impressionante como a pobreza e a beleza natural se misturam, nos deixando admirados e perplexos.

E, por ultimo, Caburê, a parada que mais gostei. Uma faixa de areia divide o rio Preguiças e o mar, sendo uma paisagem para não tirar mais da memória. Uma praia imensa e vazia! Lá você vai ver de pertinho os geradores de energia eólica, Maranhão!

Depois você chega em Atins, um vilarejo com 1.500 habitantes e pouquíssimas pousadas. A 20 minutos estão eles, a atração principal de toda essa viagem, os grandes lençóis — e as lagoas mais bonitas, entre elas a de cor azul bem clarinha, a Lagoa do Paraíso. Ah, e também um pôr do sol que é dos mais bonito do mundo, lá de cima nas Lagoa das Sete Mulheres.

QUANDO IR?.

A época de chuva deles é entre março e abril, então o sempre legal é ir logo depois, quando as lagoa estão bem cheias.

Uma atração a parte de se ver é o voo dos guarás. Todos os dias, na hora do por do sol, esses pássaros de cor vermelha voltam para a casa para dormir, e é aí que entra o espetáculo, fazendo a alegria dos fotógrafos.

É uma viagem linda, porem é preciso planejamento ok? Qualquer duvida, só me perguntar. Boa Viagem!.

 

Um paraíso de areia e o turismo em Jericoacoara nos dias de hoje

Saiba como desviar dos destinos comerciais e se surpreender com praias sob cuidado do ‘turismo comunitário’ que cuida de algumas praias ainda desertas no Ceará; conheça as principais dicas para explorar o Nordeste

Jericoacoara é um destino que esta cada mais popular entre brasileiros, americanos, europeus e argentinos. Infelizmente não conheci esse vilarejo de pescadores há 15 anos, onde quase não havia pousadas e o turismo por lá era somente mesmo para os amantes de KiteSurf.

Realmente, a vila, as praias e lagoas de Jijoca e dos municípios vizinhos são de tirar o folego. Se acontece com nós, brasileiros, imagine dos estrangeiros que não tem tanto contato com essa areia fofa e o nosso Oceano Atlântico tão belo.

Como sempre, viajo e passo pela experiência para depois, relatar e dar dicas para vocês, meus leitores. Só que dessa vez, vou mais aconselhar do que indicar!

As agências vendem pacotes casados de passeio, como hora pra sair, voltar e o tempo de parada em cada lugar, para fotos. Paralelo a isso, parada para restaurantes que por você não conhecer acaba indo no que foi te imposto.

Para quem esta acostumada a traçar o próprio destino e escolher onde ir, me senti uma marionete nas mãos deles. Mas só após conversar com moradores locais e me informar, acabei percebendo que estava fazendo parte desse mecanismo e cai fora.

Em Jeri, por conta das trilhas entre dunas e oásis, condição do vento e pouca sinalização, você precisa andar sempre acompanhado de um guia, pois o sinal da internet é fraco, dificultando o uso de GPS.

Mas anotem aí: não necessariamente porque você esta com um guia que precisa seguir o roteiro comercial da agência dele. Alugue, sim, o serviço de passeio no buggy ou quadriciclo, mas descubra praias paradisíacas, mais afastadas e sem muvuca.

DICAS.

Tem a praia de Almofala e, na cidade anterior, mais duas praias desertas: Moitas e Caetanos de Cima. São praias de turismo comunitário, bem cuidadas com grandes hotéis.

Na própria Lagoa do Paraíso, você vai ser instruído a ir no beach club mais famoso por lá, vai achar que não tem outra opção: vai acabar pagando para entrar, pagar pra sentar e nem se fale no valor no almoço… Mas a Lagoa é pública e a entrada gratuita, somente este Beach club é pago, ok?

Tirando isso, a Vila é um charme! Principalmente a noite, Jeri se transforma. Todos os restaurantes das poucas ruas que se põem em paralelo acendem suas velas e lâmpadas, e ,ao som de muita musica brasileira, você vai caminhando entre becos e ruas de areias, escolhendo onde jantar.

As ruas são seguras e o trânsito de carro é proibido depois das 17h. Cinco ou seis noites acredito ser um Tempo Legal para conhecer toda a vila e seus arredores.

Além dos buggies e quadri, há passeios a cavalo, aula de Surf e Kitesurf, transferência para aeroportos e Fortaleza… São todos orçamentos que devem ser adicionados em sua viagem além de hospedagem e passagem aérea.

Se programe com antecedência, principalmente na alta temporada!

Perto de Ibiza, ilha de Formentera é ‘joia’ espanhola no Mediterrâneo

Colunista de OVALE, Ana Aragão faz diário de bordo sobre as belezas naturais das Ilhas Baleares, localizado na Espanha, no Mar Mediterrâneo. Ela destaca a ilha de Formentera, que oferece experiências maravilhosas

Formentera é uma pequena ilha no conjunto das Ilhas Baleares, na Espanha.

Pouco conhecida pelos brasileiros, trata-se de um refúgio de muitos europeus, principalmente os italianos.

Chega até a ser estranho se acostumar, pois a sensação que se tem é de estar na Itália e não na Espanha. Os dois idiomas se misturam, entre os que visitam a ilha e os que lá moram e trabalham.

Você pode, por exemplo, estranhar o nome das praias.

E talvez não vá saber nem pronunciar, já que todas estão em catalão.

Então, anote aí um roteiro das praias mais lindas que você vai conhecer na sua vida!

Para chegar em Formetera, só é possível saindo de Ibiza (essa sim, destino certeiro de muitos brasileiros baladeiros). São, porém, bem opostos. Trata-se de um lugar calmo, tranquilo, extremamente limpo e conservado. Por ter uma consciência ambiental enorme, foi declarado patrimônio da humanidade pela Unesco, em 1999.

Se você está em Ibiza, poderá fazer um day-trip, o famoso ‘bate e volta’, saindo de balsa pelo porto. Mas seria uma judiação passar somente um dia.

Eu indicaria no mínimo três — até porque o valor da balsa é de 46 euros por pessoa!

VIAGEM.

Eu particularmente ando numa boa de ficar em alternativas como Airbnb ou ‘Bed and Breakfast’. A ilha tem, claro, o centro com hotéis mais populares, geralmente para quem vai com família.

Mas eu aluguei uma scooter, então pude me locomover bem e me hospedar nos charmosos vilarejos, para ouvir à noite o barulho da natureza e a paz que a Formentera te passa.

As praias mais turísticas são a Es Pujols e a Ses Illetes — nessa praia o restaurante Juan e Andrea é o mais requisitado. Anote a dica!

Você vai se impressionar com os tons de azul das águas cristalinas das praias. É um verdadeiro paraíso, daqueles que vemos em comerciais de viagem dos sonhos. Achei mais bonitas que as do Caribe!

DICA.

A praia de Cala Saona é pequena, mas dona de um pôr do sol de tirar o fólego.

E, para a melhor foto, vá ao Farol de la Mola, para uma visão geral da ilha, por cima.

Entre tantas maravilhas do mundo, Formetera com certeza está no meu Top 10. Amei!.

 

A hospitaleira Lisboa, palco de arte, gastronomia e muita história

Conhecido por ser ‘trampolim’ para brasileiros em sua primeira viagem para Europa, Portugal vem recebendo cada vez mais turistas nos últimos anos; caderno +Viagem de hoje trás dicas para aproveitar a capital lusitana

Antes de embarcarmos numa viagem de quatro dias para Lisboa, vamos conhecer um pouco das transformações positivas que Portugal vem passando!

O país também é conhecido por ser o ‘trampolim’ dos brasileiros, que muitas vezes escolhem Portugal como primeiro país a ser visitado na Europa. E é até mesmo o novo lar de muitos! Não é só por conta do idioma ser igual, não!

É um país amigo, de pessoas hospitaleiras, longe de terrorismo e que também compartilha nossas mesmas paixões, como o futebol e o surf!

A economia vem crescendo cada vez mais, e o portugueses se empolgaram em abrir novos negócios e até mesmo fazer de suas próprias casas hotéis, como Bed & Breakfast…

VIAGEM.

Bom, tirando a gastronomia que todos já sabemos da fama, de seus frutos do mar, bacalhau e o Vinho verde, vamos decolar de vez na capital Lisboa e saber o que conhecer!

Para interessados em história, qualquer cidade na Europa é fácil de se encontrar um castelo, uma fortaleza… Mas em Lisboa vi algo que achei ainda mais legal de se destacar.

O Cais das Colunas: a ‘porta’ de Lisboa! Foi de lá que saiu a embarcação de Cristóvão Colombo, em sentido a explorar novos horizontes, dando de encontro ao que hoje moramos e chamamos de América!

Para passear e ver gratuitamente arte por toda parte, vá a Bairro Alto. Um local somente para pedestres, vivo, alternativo, onde a vida noturna é agitada: caminhe pelos bares, pubs e restaurantes com comida típica lisboeta, muito mariscos, bacalhau e carne.

E cerveja! Está aí mais uma familiaridade conosco, brasileiros. Acredite ou não, apesar de Portugal ser fabricante, conhecidos como embaixadores vinícolas, o consumo da cerveja chega a ultrapassar o vinho em algumas pesquisas.

Falando em vinho, você pode organizar passeios saindo de Lisboa para degustação das vinícolas ao redor — apesar das melhores estarem localizadas um pouco mas ao sul na província de Alentejo.

A 30 quilômetros fica a vinícola de Azeitão, empresa familiar ideal para ver o processo de fabricação, barris, degustar… Vale a pena, pois você conhece toda a história em uma excursão guiada! Mas fique atento para fazer a reserva com antecedência… Custa 98 euros!

Enfim, um pouquinho de que nós turistas adoramos em viagem! Gastronomia, um bom vinho, história e arte. De resto é explorar e se divertir! Tanto nós como eles, os portugueses, com o nosso idioma igual mas diferente! Boa Viagem!.

 

Duomo de Milão: visita guiada dá aula de arquitetura e arte aos turistas

Pensar em Milão é pensar na Duomo, o cartão postal, ponto de encontro, o motivo da viagem de muitos, um símbolo religioso, umas das maiores catedrais da Itália. Enfim, o coração da cidade italiana.

Viagem também é conhecimento, principalmente quando se trata de Europa, e é por isso que para certos destinos é inevitável a contratação de um guia historiador e entendedor de arte e arquitetura, para nos explicar os ‘porquês’, os ‘quandos’ e quem fez o que…

E foi exatamente o que fiz!

Antes de entrar na Catedral di Duomo, entrei em contato com uma guia brasileira, Carla Bardelle, que mora em Milão há 30 anos. Sua formação em Arquitetura a fez expert em Moda, Arte e História — e conhece a Duomo como ninguém.

O inicio de tudo e família Visconti: A Catedral foi construída por etapas de 1386, era medieval, a 1813 — passando por vários estilos: Gótico, Renascimento, Neo-Clássico, e só um profissional ao meu lado para me esclarecer e me fazer entender tudo.

A Duomo foi toda feita de Mármore, distribuído pela Jazida de Candoglia, de Gian Galeazzo Visconti — também fundador da instituição Fabrica del Duomo, em 1387, para arrecadar fundos para a construção da Catedral.

A visita se divide em três partes:

Primeiro, a visita ao terraço, dentro e subterrânea. O Ingresso é valido para os três e também para o museu do lado de fora. Para subir o valor é 16 euros, e você pode ir de elevador ou escadas.

Lá de cima, a guia explica que ao total a Duomo tem 3.400 estatuas e mais as agulhas. As 135 agulhas são as estátuas estilo Gótico, pontudas com imagens de animais e plantas. Imagens essas que só lá no topo, de pertinho, você consegue identificar. Na época, os artistas não sabiam ler e escrever, então suas artes eram em forma de imagens.

A vista panorâmica de toda a Milão, claro, também te mostra a arquitetura de outros tempos que compõe a cidade, como o estilo racionalismo italiano pós guerra.

Entre as Atrações, destaco três. Os vidrais, que, diferente do que pensava, não são pintados. Os vidros já vinham em cores, e um fato interessante é o de cor vermelha, o mais caro! Então, quando se vê nas historias narradas nos vidrais a cor vermelha, significa que a igreja estava mais rica naquela época.

Há a meridiana,. Logo na entrada, olhe para o chão! Uma linha que corta a catedral junto aos signos do zodíaco. É um calendário solar, feito por um matemático a pedido de Maria Tereza D’Austria no final do século 18, onde o sol entra por um buraco no lado direito da Duomo, marcando o período do ano.

A estatua mais fotografada é a de São Bartolomeu. Uma imagem feita no século 15, após em 1450 a igreja liberar o estudo do cor humano.  A estatua renascentista mostra os músculos, veias e pele, representada por Marco Agrete.

No subterrâneo, 400 metros abaixo, foi encontrada não muito tempo atrás uma basílica da era romana, do ano 300. Com tumbas, pias de batismo e algumas peças em perfeito estado. Foi Numa escavação para construir o metrô, nos anos 60. que ela foi descoberta.

Tem muito mais para ser contado aqui, mas uma ultima dica é: reserve um dia todo para fazer essa visita, sem pressa. São muitos detalhes, e a presença da guia no seu idioma é indispensável para o enriquecimento da sua visita!

Na Itália, Nápoles esconde cidade subterrânea há mais de 2.000 anos

Repleto de história, cartão-postal italiano reúne castelos medievais e uma verdadeira cidade 40 metros abaixo do chão; gastronomia, passeios pelo mar e a vida noturna agitada fazem parte do diário de bordo napolitano

Tenho certeza que irei surpreender muitos leitores com as poucas linhas que tenho para falar sobre a cidade de Nápoles, a terceira mais populosa da Itália.

Muitos viajantes passam por Nápoles, por conta de conexão para as ilhas ou seguir para a Costa Amalfitana, e talvez não fiquem mais por falta de informação sobre as maravilhas que esconde!

Esconde! Isso mesmo! Não foi muito tempo atrás, na Segunda Guerra Mundial que ela foi descoberta. Não, não Nápoles! Mas a cidade greco-romana subterrânea construída 40 metros abaixo de Nápoles!

São passagens secretas, catacumbas construídas no século III antes de Cristo, e que também, um pouco mais à frente, na Segunda Guerra, serviu de abrigo para se proteger dos bombardeios. E foi quando ela foi descoberta, por uma bomba!

Imagine viver mais de 2.000 anos em cima de mais de 600 mil metros quadrados, sem saber! Imagine o quanto mais ainda não sabemos?

Esse tour você consegue fazer em um roteiros de duas horas de duração, com guias em italiano ou em inglês.

Custa em media 10 euros, mas já vou logo avisando: muitos que sofrem de claustrofobia não conseguem terminar o roteiro, de tão estreitas que são as passagens.

Voltando para a era medieval: somente a cidade de Nápoles, não contando os arredores, conta com três castelos maravilhosos abertos ao público.

Tem o Castelo Dell Ovo, aquele que fica de ‘esquina’, está em todas a fotos de todos os cartões postais da cidade! Com entrada gratuita, aproveitei as escadas e as ladeiras e fiz meu exercício matinal durante minha estadia na cidade.

O Castelo Nuovo, também medieval, vale muito a pena a visita. Mas, logo acima dele, está o Castelo Sant’Elmo, que eu indicaria ser o primeiro para conhecer!

Lá de cima, consegue-se ter um angulo de 360 graus de toda Nápoles. O Palácio, o porto, a parte moderna da cidade, Centro Direzionale, e Vulcão Vesuvio e o Mar Mediterrâneo. E se for no primeiro do mês a entrada é gratuita!

SUGESTÕES.

Bom, não tem como falar de Nápoles e passar batido pelas pizzas… Na minha opinião todas são boas, mas tem uma que se destacou pela passagem da atriz Julia Roberts ao interpretar Elisabeth no filme ‘Comer, Rezar e Amar’.

Mas chegue cedo! A espera é longa, pela pizza e pela visita da famosa. Anote ai: o lugar chama-se La Michele

Ah, você consegue ficar hospedado em Nápoles e passar o dia passeando de barco e visitando ilhas, as vezes não tão elitizadas como Capri, mas tão caprichosas quanto, e mais baratas, passando pleas grutas. E uma paisagem… Só pelo mar se vê de todo o golfo de Nápoles!

Alugar um caiaque, unir o sol e o esporte também é uma programação típica de um fim de semana de verão dos napolitanos. A vida noturna também é bem agitada, e na temporada de verão, que o sol se põe quase às 22h, as festas nos clubes à beira-mar, perto da Marina, garantem um visual entre sol, mar, e gente bonita ao som dos DJs de toda Europa.

VIAGEM.

Dicas de onde se hospedar, comer e beber, você pode acessar o @aquiemnapoli, um diário digital de Nápoles no Instagram onde narro e dou dicas de tudo da cidade!.

Entre a Itália e os Alpes Suiços, Lago di Como, um cinematográfico paraíso de origem glacial

Cenário de franquias de sucesso no cinema, de origem glacial e inspiração para famoso hotel, terceiro maior lago da Itália fica na divisa com a Suiça e reserva diversas atrações e belezas para turistas de todo o mundo

Agora com tempo de explorar com calma cada cantinho da Itália de norte a sul e todas suas fronteiras, vamos falar sobre o Lago di Como!

Para aqueles que estão em Milão, vale a pena principalmente se estiver no período de Primavera / Verão europeu. Aproveite que está somente 50 quilômetros das cidadezinhas do norte italiano para conhecer igrejas, castelos medievais e palácios que cercam o terceiro maior lago do país: Como.

Interessante saber que ele foi formado pela geleiras derretidas, formando esse cristalino lago glacial. Eu fui de carro, mas tem quem faça a viagem de trem. O trajeto dura mais ou menos uma hora saindo de Milão.

Uma das cidades mais visitada na região do lago é Bellagio, nome esse que deu origem ao famoso Hotel Bellagio em Las Vegas, construído inspirado no paisagismo e arquitetura dos resorts do município italiano.

De lá sai uma balsa a cada 30 minutos que atravessa até o outro lado, na cidade de Varenna. De lá, se estiver de carro, vá explorando sem medo… Dirija e pare, dirija e pare! Absolutamente tudo é charmoso e histórico.

PASSEIOS.

Tem coisas que só pela água conseguimos ver, geralmente mansões de artistas, como as de George Clooney, Gianni Versace, e até mesmo Madonna. É uma região tranquila e romântica, e também já foi cenário de muitos filmes: em Star Wars por exemplo, a cena do casamento de Anakin e Padmé Amidala em ‘Ataque dos Clones’, e também cenas de James Bond em ‘Cassino Royale’, da franquia 007.

Esses você também consegue ver pela água na Villa del Balbaniello.Para os amantes náuticos e para quem souber dirigir barco, você também pode alugar lanchas.

Elas ficam por toda parte nas calçadas de Varenna, e o aluguel custa em média 65 Euros. Algumas são para quatro ou cinco pessoas, mas o romantismo do lugar pede também um passeio de casal!

Não é preciso carta de motorista de barco caso sejam as pequenas. Com um rápido tutorial do guia e uma explicação no mapa de onde estão os pontos mais visitados, você vai seguindo até o Lago Maggiore.

Duas horas de passeio creio que são suficientes, gostoso é ancorar e fazer um lanche apreciando a vista e as imensas montanhas avistadas já nos alpes suíços. Apesar do calor em maio, quando fui, ainda se via neves no topo dessas montanhas.

Falando em Suiça, por que não, já que estamos tão pertinho, dar um pulo lá?

De volta em terra firme, de carro, segui até a primeira cidade fronteira com a Itália: Lugano, a 72 quilômetros vindo de Milão. Vale a pena sentir aos poucos suave a mudança de cenário e cultura. Mas essa, deixa para um próximo capitulo do nosso Viagem!.

 

Política? Beleza arquitetônica é principal destaque pelas ruas de Brasília

O outro lado do mundo político e dos escândalos da televisão: capital federal é recheada de belezas e prato cheio para quem gosta de arquitetura; planejada, cidade conta com obras-primas de Oscar Niemeyer

Sempre tive curiosidade de conhecer Brasília, pois, política a parte, sempre escutei falar muito bem de sua beleza arquitetônica. Como só tive um final de semana para conhecer a capital federal, já mergulhei de cara no eixo monumental!

Essa avenida, de 16 quilômetros, é conhecida como ‘O Corpo do Avião’. Como a maioria sabe, Brasília foi projetada pelo urbanista Lúcio Costa, que desenhou-a assim imaginando que facilitaria a organização das duas, avenidas e quadras, que são nomeadas com siglas e números! Confude um pouco, e o jeito é confiar nos motoristas dos Ubers!

Nessa avenida, nesse eixo, você já consegue ver algumas obras de Oscar Niemeyer, como a Catedral Metropolitana — que aconselho vê-la de dia, pois o mais bonito é o interior, quando o sol bate –, o Museu da República, o Congresso Nacional e o Palácio do Governo.

Fui pingando de Uber em Uber em cada um desses monumentos, finalizando passando pela ponte Juscelino Kubitscheck, que, para alguns críticos à arquitetura, ficou um pouco ‘fora do padrão’. Ela é projetada por Alexandre Chan.

Já que estava lá, não poderia deixar de conhecer por dentro o Palácio do Planalto. A visita é gratuita.

Uma guia, relações públicas, faz as pessoas completamente leigas em legislação e política entenderem e achar interessante. A visita passa pelas cúpulas, pela sala do presidente da Câmara, e, enquanto rodamos, somos orientados sobre o que e como acontecem as reuniões, como foi projetado o prédio e mais… Achei curioso, pois antes só via pela TV!

VIAGEM.

Como minha ida foi para aplaudir as obras de Niemeyer, optei por um hotel que ele mesmo projetou, ao redor do lago Paranoá.

É, porém, um pouco mais afastado do centro. Os lugares mais procurados são os dois setores hoteleiros do setor sul e norte.

Achei fácil de se locomover por lá. Pelo menos no final de semana, não vi trânsito caótico, e parece que a cidade está no modo ‘mute’! É silenciosa!

Acho que o barulho é só dentro do Congresso e do Planalto. Tirando a fama que Brasília tem, achei uma cidade digna de se morar. Adorei!.