Duomo de Milão: visita guiada dá aula de arquitetura e arte aos turistas

Pensar em Milão é pensar na Duomo, o cartão postal, ponto de encontro, o motivo da viagem de muitos, um símbolo religioso, umas das maiores catedrais da Itália. Enfim, o coração da cidade italiana.

Viagem também é conhecimento, principalmente quando se trata de Europa, e é por isso que para certos destinos é inevitável a contratação de um guia historiador e entendedor de arte e arquitetura, para nos explicar os ‘porquês’, os ‘quandos’ e quem fez o que…

E foi exatamente o que fiz!

Antes de entrar na Catedral di Duomo, entrei em contato com uma guia brasileira, Carla Bardelle, que mora em Milão há 30 anos. Sua formação em Arquitetura a fez expert em Moda, Arte e História — e conhece a Duomo como ninguém.

O inicio de tudo e família Visconti: A Catedral foi construída por etapas de 1386, era medieval, a 1813 — passando por vários estilos: Gótico, Renascimento, Neo-Clássico, e só um profissional ao meu lado para me esclarecer e me fazer entender tudo.

A Duomo foi toda feita de Mármore, distribuído pela Jazida de Candoglia, de Gian Galeazzo Visconti — também fundador da instituição Fabrica del Duomo, em 1387, para arrecadar fundos para a construção da Catedral.

A visita se divide em três partes:

Primeiro, a visita ao terraço, dentro e subterrânea. O Ingresso é valido para os três e também para o museu do lado de fora. Para subir o valor é 16 euros, e você pode ir de elevador ou escadas.

Lá de cima, a guia explica que ao total a Duomo tem 3.400 estatuas e mais as agulhas. As 135 agulhas são as estátuas estilo Gótico, pontudas com imagens de animais e plantas. Imagens essas que só lá no topo, de pertinho, você consegue identificar. Na época, os artistas não sabiam ler e escrever, então suas artes eram em forma de imagens.

A vista panorâmica de toda a Milão, claro, também te mostra a arquitetura de outros tempos que compõe a cidade, como o estilo racionalismo italiano pós guerra.

Entre as Atrações, destaco três. Os vidrais, que, diferente do que pensava, não são pintados. Os vidros já vinham em cores, e um fato interessante é o de cor vermelha, o mais caro! Então, quando se vê nas historias narradas nos vidrais a cor vermelha, significa que a igreja estava mais rica naquela época.

Há a meridiana,. Logo na entrada, olhe para o chão! Uma linha que corta a catedral junto aos signos do zodíaco. É um calendário solar, feito por um matemático a pedido de Maria Tereza D’Austria no final do século 18, onde o sol entra por um buraco no lado direito da Duomo, marcando o período do ano.

A estatua mais fotografada é a de São Bartolomeu. Uma imagem feita no século 15, após em 1450 a igreja liberar o estudo do cor humano.  A estatua renascentista mostra os músculos, veias e pele, representada por Marco Agrete.

No subterrâneo, 400 metros abaixo, foi encontrada não muito tempo atrás uma basílica da era romana, do ano 300. Com tumbas, pias de batismo e algumas peças em perfeito estado. Foi Numa escavação para construir o metrô, nos anos 60. que ela foi descoberta.

Tem muito mais para ser contado aqui, mas uma ultima dica é: reserve um dia todo para fazer essa visita, sem pressa. São muitos detalhes, e a presença da guia no seu idioma é indispensável para o enriquecimento da sua visita!

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